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domingo, 26 de setembro de 2010

Editoras do Brasil lançam biografias Rock And Roll

As editoras brasileiras estão investindo cada vez mais em personagens do rock and roll. Recentemente, foram lançados livros sobre The Doors, Johnny Cash, Elvis, Mick Jagger, Bob Dylan e Lou Reed.
E até mesmo a auto-biografia do mestre do metal, Ozzy Osbourne (Eu Sou Ozzy, da editora Benvira), é um sucesso de vendas no país.No momento, chegaram quatro biografias e duas publicações envolvendo letras de canções nas livrarias.
Johnny Cash – Uma Biografia, da Editora 8Inverso, conta a história do cantor de country rock por meio dos quadrinhos. O livro dá uma boa resumida na vida de Cash desde a infância até os seus últimos dias, passando pelos momentos mais sombrios.
Da mesma forma, acontece com o Rei Elvis Presley. A eterna personificação do estilo se transformou na HQ divertida Elvis, que vale mais pelos belos desenhos.

A editora Larousse publicou Mick Jagger e os Rolling Stones, obra escrita por Willi Winkler. Aqui, o escritor relata curiosidades e momentos marcantes da banda britânica e seu vocalista bocudo. Se você é um stonemaníaco, é bom ler as aventuras de um grupo que ainda é sinônimo de rock.
Também vale um destaque o recente livro sobre a banda liderada pelo finado vocalista Jim Morrison. The Doors por The Doors, da editora Agir, é escrito pelo importante jornalista Ben Fong-Torres (Revista Rolling Stone). Além disso, pela primeira vez, os membros ainda vivos do The Doors, abrem seus arquivos e contam a história da banda. Com depoimentos reveladores, entrevistas antológicas e textos do tecladista Ray Manzareck, esta biografia é essencial para os fãs.
Já na área das letras temos uma dupla importante. Dois dos principais mestres do gênero ganharam edições bacanas lançadas por aqui pela editora Companhia das Letras.
Atravessar o Fogo seleciona 310 letras do compositor e poeta Lou Reed. Um dos avôs do punk, Reed é conhecido por suas canções ácidas, que muitas vezes falam do submundo de Nova York. Genial.
Do outro lado, Like a Rolling Stone - Bob Dylan na Encruzilhada, estuda a fundo um dos principais hits do cantor. Neste livro, o jornalista Greil Marcus consegue nos levar ao dia 15 de junho de 1965, quando Dylan entrou no Studio A, da gravadora Columbia Records, para registrar Like a Rolling Stone, música que melhor iria lhe representar enquanto ícone da contracultura. Ótima leitura e muito Rock and Roll pra você.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Lou Reed: Atravessar o Fogo - 310 Letras

Estou trazendo aqui no blogão mais uma daquelas leituras "obrigatórias" para todo o fã de música. O livro com letras de Lou Reed.
Enquadrar Lou Reed em alguma categoria artística específica não é tarefa fácil. Em seus mais de quarenta anos de carreira, ele já se mostrou e foi visto das mais diversas formas: o porta-voz da cultura underground de Nova York, o performer imprevisível que simula injetar uma dose de heroína em pleno palco, o glam rocker de cabelos descoloridos e unhas pintadas em busca de sucesso comercial e o irascível criador de experiências sonoras inclassificáveis que se recusa a fazer concessões. Sobre alguns fatos, porém, não restam dúvidas - ao lado de Neil Young, Reed é um dos únicos representantes do rock dos anos 1960 a manter uma produção constante e digna de nota ao longo das últimas quatro décadas e, como letrista, junto com Bob Dylan e Leonard Cohen, é um dos poucos compositores da música popular norte-americana a conquistar o status de grande poeta.
À frente do Velvet Underground, Reed "trouxe dignidade, poesia e rock and roll a temas como as drogas pesadas, as anfetaminas, a homossexualidade, o sadomasoquismo, o assassinato, a misoginia, a passividade entorpecida e o suicídio", nas palavras do lendário crítico musical Lester Bangs, com quem mantinha uma notória relação de amor e ódio. Com o fim da banda, em uma carreira solo capitaneada por álbuns monumentais como Transformer, Berlin e New York, Reed pôde dar continuação à exposição compulsiva de suas obsessões de forma ainda mais livre e inclassificável.
Em Atravessar o fogo, por meio da tradução de suas mais de trezentas letras, é possível contemplar o gênio de Lou Reed em suas múltiplas facetas: o cronista do submundo nova-iorquino, o narrador de inegável talento para capturar as vozes das ruas, o fetichista depressivo com tendências suicidas e masoquistas, o amante da literatura e das artes de vanguarda. Um retrato completo da obra de uma das figuras mais polêmicas e influentes da música contemporânea.
Lewis Allen Reed nasceu em 1942 no Brooklyn, em Nova York. Em 1964, formou-se na Universidade de Syracuse, onde conheceu, em um curso de escrita criativa, o poeta norte-americano Delmore Schwartz, que se tornaria seu amigo e mentor. No ano seguinte, junto com o galês John Cale, que já havia trabalhado com compositores do quilate de LaMonte Young, criou o Velvet Underground, banda que incorporou de forma definitiva os elementos da música de vanguarda ao rock and roll. Além de Atravessar o fogo, Reed já publicou dois livros de fotografia.

Fonte: Cia das Letras e YouTube.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Mais um livro que estou lendo, agora é a vez da biografia do Ozzy

Ler é uma das minhas paixões. Leio romances pop, literatura mais refinada e também gosto bastante de ler sobre música e biografias de músicos e bandas para conhecer um pouco mais a mente dos caras que fazem a roda girar. No momento estou mergulhado no universo sombrio de Ozzy Osbourne um cara muito doido, maluco de pedra, disléxico, hiperativo e diagnosticado com a síndrome de distúrbio de atenção. Alcoólatra e viciado crônico. Estrela do rock com vinte e poucos anos. Doses cavalares de cocaína, um laboratório ambulante que experimentou todo tipo de drogas, devidamente acompanhadas, é claro, por oceanos de conhaque, whisky, cerveja, vodka e qualquer outra bebida que você possa imaginar. Um dos maiores ícones do heavy metal, membro fundador da banda que definiu o som pesado como gênero musical. Uma figura mitológica que parece saída de um filme de terror, e que se transformou em uma mega estrela de TV. Esse é Ozzy Osbourne, um dos maiores músicos de heavy metal de todos os tempos, e um dos poucos que romperam os limites do gênero, sendo reconhecido em todo o mundo por pessoas das mais diferentes idades, religiões e países.
A vida de Ozzy, repleta de histórias deliciosas que muitas vezes beiram o absurdo, acaba de ganhar o seu documento definitivo. "Eu Sou Ozzy", biografia do cantor escrita pelo próprio com a ajuda de Chrys Ayres, é uma leitura prazerosa tanto para os fãs do Madman quanto para qualquer pessoa que ousar se aventurar por suas páginas.
O livro divide a vida de Ozzy em quatro fases: a infância e adolescência antes de ficar famoso, os anos ao lado do Black Sabbath, o estouro da carreira solo e a exposição maciça proporcionada pelo programa de TV The Osbournes. Em todas elas temos um texto redondinho construído sempre com frases curtas e diretas, que, ao lado das aventuras surreais vividas por Ozzy, tornam a leitura pra lá de empolgante. Quando você vê já está no final e nem percebeu. E olha que o livro não é pequeno: são 384 páginas contagiantes.
As lembranças de Ozzy – ou melhor, o que sobrou delas -, somadas às de seus familiares, amigos, músicos e quem mais tenha tido a experiência de conviver ao seu lado, são a principal fonte em que o livro se baseia. Ozzy não se esquiva de assuntos polêmicos, falando abertamente de sua relação profunda com as drogas e a bebida e de como isso afetou negativamente a sua vida; do relacionamento nem sempre amistoso com Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward, seus companheiros no Black Sabbath; de assuntos delicados como a morte de Randy Rhoads e a briga jurídica com Bob Daisley e Lee Kerslake, músicos de sua banda que acabaram o processando e tiveram suas partes regravadas nos discos que produziram ao lado do cantor; dos problemas de saúde enfrentados por ele e por Sharon, sua esposa; de sua repulsa pelo programa The Osbournes; e de muitos outros assuntos.

O relato da infância e da adolescência em Aston, interior da Inglaterra, mostra que desde o início o pequeno John Michael Osbourne enfrentou problemas de relacionamento. Pobre, de família humilde, Ozzy patinou na escola e no convívio com as pessoas devido a sua dislexia e inquietude, que mais tarde foi diagnosticada como hiperatividade. As aventuras do cantor pelos mais variados empregos (de testador de buzina a funcionário de frigorífico) são uma das partes mais interessantes do livro, e deixam claro que Ozzy só poderia ser compatível mesmo com o mundo da música – se não fosse ela, provavelmente estaria preso ou morto.
Os primeiros passos na carreira musical em algumas bandas locais ao lado do baixista Geezer Butler, e o nascimento do Black Sabbath algum tempo depois, são contados de forma transparente e sincera, mostrando os medos e a incredulidade quando a banda começou a dar certo. No livro há uma passagem bastante esclarecedora, que mostra o quanto a curta passagem de Tony Iommi pelo Jethro Tull (onde ficou por poucos dias mas teve esse momento guardado para o posteridade, já que justamente nesse período o Jethro se apresentou no "Rock and Roll Circus" dos Rolling Stones com Iommi na guitarra – pegue o seu DVD e confira) foi fundamental para a profissionalização e o futuro do Black Sabbath.
Ozzy revela detalhes das gravações dos discos com o Sabbath, e de como a relação entre os integrantes do grupo foi se deteriorando na mesma proporção que a cocaína (e outras dezenas de drogas) inflava os egos dos músicos. Todo esse processo teve o seu ápice com a expulsão de Ozzy Osbourne por abuso de drogas e álcool.
Nesse ponto, na transição entre a passagem épica e histórica pelo Black Sabbath e a futura carreira solo, percebe-se o quanto Sharon Osbourne foi importante para a vida de Ozzy. Filha do lendário e truculento empresário Don Arden (com quem sempre viveu às turras, diga-se de passagem), Sharon literalmente tirou Ozzy da sarjeta e o trouxe de volta para o mundo da música. Ela foi fundamental para o surgimento da banda de Ozzy – sem Sharon, os discos solo de Ozzy provavelmente não existiriam.
Um dos momentos mais tocantes do livro ocorre, como era de se esperar, no relato sobre o acidente que tirou a vida do guitarrista Randy Rhoads. Ozzy conta em detalhes a sua visão dos acontecimentos, sem esconder a raiva e a tristeza que sente até hoje. E diz mais: segundo ele, Randy provavelmente sairia da banda logo, pois já havia contado a Ozzy esse seu desejo.
O livro fala também do quanto a saúde de Ozzy foi se deteriorando com o tempo, com os anos de toneladas de drogas e litros de álcool cobrando o seu preço. Além disso, mostra como surgiu o discutível The Osbournes, programa veiculado pelo MTV americana e odiado pela maioria dos fãs.
Enfim, são histórias e mais histórias de um artista que uma grande quantidade de fãs considera o maior ícone da história do heavy metal. Confesso que eu, que sempre tive uma má vontade com Ozzy por entender que um cara como ele, que não tem que provar nada para ninguém, não deveria se expor ao ridículo como fez em The Osbournes, minha opinião está mudando a cada página do livro. A influência e a importância de Ozzy Osbourne na música pesada é inquestionável. Ozzy é um ícone, uma lenda vida e um dos maiores rockstars da história, e merece ser tratado como tal.
"Eu Sou Ozzy" é uma leitura obrigatória para qualquer pessoa que gosta de música. Se você é uma delas, compre que você irá adorar.
Abaixo dois clipes "monstro" pra você.

Fonte: Whiplash.net. (Ricardo Seeliq), YouTube.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Freddie Mercury de Selim Rauer.

LER TAMBÉM É SHOW: As pessoas sempre me perguntam qual livro estou lendo. Acho que hoje leio mais do que ouço música. Tento, na medida do possível, ler um livro por semana, mas, ultimamente, se leio um a cada duas ou três semanas, já está bom. Vou usar esse espaço aqui no blog para sempre falar o que estou lendo, a partir de hoje, independente do tema do livro. Nessa semana terminei, acho que o termo certo é, devorei a biografia de "Freddie Mercury", de Selim Rauer. A obra, aliás, nem pode ser chamada de biografia. Ela contextualiza muito bem a carreira de Mercury (solo e no Queen), dedicando capítulos a cada um dos álbuns lançados, e ainda dando pinçeladas das respectivas turnês, mas deixa muito de lado a vida íntima do cantor (não estou querendo dizer "fofocas", mas a sua vida íntima mesmo, que deve ser objeto de qualquer biografia). Pelo que notei, Selim Rauer entrevistou apenas uma meia dúzia de amigos de Freddie Mercury e se baseou mais em pesquisas. Por isso, o livro é bom para entender cronologicamente a carreira do Queen, mas jamais para entender a personalidade de Freddie Mercury. Leia se você for realmente fã de Freddie e/ou do Queen. Eu não posso dizer que sou um fã do Freddie ou do Queen, mas tudo o que tem a ver com música me interessa, e por isso acabo lendo todo o livro sobre música ou bandas e afins que me caem nas mãos e perto dos olhos. Valeu até a próxima dica de leitura. Ludy



Fonte: YouTube.

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