segunda-feira, 25 de abril de 2011
Led Zeppelin: "Nem imaginávamos que o Rock duraria tanto"
sábado, 18 de setembro de 2010
Scorpions: "Nós estamos aproveitando e os fãs também!"

segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Smashing Pumpkins: entrevista com o líder Billy Corgan
Jonathan Zwickel do The Seattle Times conduziu um entrevista com o líder do SMASHING PUMPKINS, Billy Corgan.The Seattle Times: É difícil ouvir as músicas da sua infância sem a nostalgia ou o sentimentalismo atrapalharem a apreciação da mesma.
Billy Corgan: É. Uma coisa que eu aprendi com o passar dos anos é tocar no momento em que você se encontra. Você não pode voltar. Tem que tocar essas (velhas) músicas, quando você as tocar, com uma visão de 2010. Você não pode recriar o mosh pit de 1992. Simplesmente não vai acontecer.
Tem muito material que eu tentei tocar em ensaios e eu só digo para a banda, "Não, não soa certo." A banda soa muito contemporânea, esse é o melhor jeito de descreve-la. Nós estamos na corda bamba tentando soar contemporâneos sem ficar sentimental. Eu acho que sentimentalidade com música é a morte.
No fim do dia, não importa quais sejam minhas origens, eu estou basicamente tocando uma forma bastarda de música pop. E música pop e sentimentalismo são uma má mistura. Então, do jeito que eu vejo as coisas - por exemplo, nós estamos fazendo uma versão da minha música "Star." E o modo como eu abordo isso e como eu tento cantar a letra é diferente daquele menino de 25 anos que cantou sobre abuso infantil. Estou aqui como um homem de 43 anos que tem uma nova visão sobre o mundo. Então a letra soa diferente. E eu não trato isso como um momento especial na minha vida, eu trato isso como uma coisa muito relevane que tem um significado diferente para um cara de 43 anos, em contraste com o cara de 25 anos que eu era quando a escrevi. Eu aprendi muito com o Bob Dylan sobre essa abordagem.
TST: Parece que a audiência está acompanhando a mudança?
BC: Escuta amigo, quem sabe o que a audiência acompanha, você me entende? (risos) Eu aprendi há muito tempo a fazer o que eu gosto e deixar que as fichas caíssem onde deveriam. Estou frequentemente espantado pelo jeito que as pessoas interpretam o que eu faço, para melhor ou para pior. Nesse ponto, eles vêem fantasmas onde não existem fantasmas e ouvem vozes onde não existem vozes. Estou em um lugar feliz. Estou muito entusiasmado por tocar minha música. Na minha carreira, esse é um bom momento. Eu sinto uma sensação de realização só de estar em um lugar saudável, com uma banda saudável. Fãns se empolgam com os shows. Eu só não entro mais nessa porque é uma montanha russa.
Eu tive que chegar num ponto onde como um homem eu tenho que estar bem com meu sistema e não ser pego no de mais ninguém. Porque, acredite, eu ouvi isso por 25 anos, a (palavrão) do mundo indie dizendo como você deve ser, como deve se vestir, como deve pensar, como deve agir, seus shows, sem solos de guitarra, toda essa merda. Você se cansa de ouvir isso.
TST: O sentimento contemporâneo da banda que você mencionou - parece uma boa justificativa para continuar sobre o nome SMASHING PUMPKINS, tocando essas músicas, mesmo com as críticas.
BC: Vamos examinar essas coisas um pouco. Número um, o nome da banda. Bom, todo lugar que eu vou as pessoas dizem, "É aquele cara do SMASHING PUMPKINS" (risos) Então eu sou o SMASHING PUMPKINS quer eu queira ou não. Como um indivíduo, eu gosto de ser o SMASHING PUMPKINS. Então é minha escolha, é algo que eu escolhi fazer. E acredite em mim, ser o SMASHING PUMPKINS vem com muita bagagem. Não é um patrimônio limpo.
Então eu posso estar aqui e dizer com toda integridade que eu sou SMASHING PUMPKINS porque eu quero ser. E o fato de estar lançando nova música, estou sendo um artista progressivo, estou tocando novas músicas nos shows, estou lançando música de um jeito que muitas pessoas não teriam coragem de fazer - eu acho que isso é evidente. Para mim essas questões falam mais sobre a opnião sentimental das pessoas do que o que elas querem que eu seja, preso aos CDS dos anos 90 ou algo assim. Por que o SMASHING PUMPKINS não pode continuar?
Quando Michael Jordan saiu da aposentadoria, as pessoas pensaram, "Ele está arruinando um legado!" Bem, ele queria jogar basquete" Eu só não entendo isso. Por que eu não posso fazer o que eu quero? Você é criticado como um artista se você se rende às opiniões alheias e aqui eu estou, não me rendendo e ainda sendo criticado por isso. Eu não entendo a lógica que eles seguem, mas ele não entendem a lógica sobre a qual eu vivo.
Estou feliz! Essa é uma coisa que as pessoas deviam compreender. Não estou miserável, implorando por um cheque. Estou feliz! Estou tão feliz quanto eu estava em 1996 com o SMASHING PUMPKINS. Isso não é importante? Por que as pessoas não falam sobre isso? Para mim essa é a cultura de morte que quer tudo em uma caixa organizado. E não vivemos mais em um mundo organizado. Por que o U2 não se aposenta? Eles não fizeram dinheiro suficiente? Por que os Rolling Stones ainda saem em turnê? Só há Mick Jagger, Keith Richards e Charlie Watts. Por que eles não se aposentam? Eu não entendo. Se as pessoas querem tocar e querem ir, que (expletivo) de diferença faz?
Para melhor ou pior, eu fui uma força cultural, pelo menos no meu canto do mundo, por 20 anos. E eu ainda tenho um pouco desse poder, um pouco foi adquirido, outro pouco me foi dado e o resto só me segue no mito. Mas eu ainda estou aqui fazendo coisas boas. Quero dizer, estou andando por ai como um cara de 43 anos, não bebo ou uso drogas há 10 anos. Falo abertamente sobre Deus. Estou aqui feliz, sorrindo, as pessoas me verão feliz. Qual é o problema? Não há problema. Existe um problema sendo criado de uma necessidade intelectual de se explicar algo inexplicável.
TST: A implicação é que você nunca será tão bom quanto antigamente.
BC: Ouça, não há maior insulto pra mim como artista do que basicamente dizer implícito que você nunca será tão bom quanto você foi. Minha resposta para tudo isso é (palavrão)! Volte e viva na terra dos vídeos, leia (a revista) Rolling Stone de 94 e leia sobre integridade indie, veja Kurt de pé no morro com uma camiseta "Corporate Magazines Suck". Você pode viver isso para sempre. Pra mim já deu. Estou me mudando para a próxima cidade. Você sabe? Eu tenho um cavalo diferente e eu estou cavalgando para um novo horizonte. E as pessoas que estão em volta parecem estar se divertindo.
TST: Vamos falar sobre as coisas novas. Você ouviu sobre o movimento da 'slow food'?
BC: Não.
TST: É o contrário do fast food - da fazenda para a mesa, agricultura sustentável, uma abordagem meticulosa e pensada para a comida. O que você está fazendo online - demorando quatro anos para lançar um álbum, música por música - soa quase que um movimento da 'música lenta'.
BC: Eu gostei da sua observação. Há um ingrediente chave que irá fazer desse um trabalho de longo termo: A música tem que ser fantástica. Se a qualidade baixar na terceira ou quinta ou sétima música, já era, as pessoas não voltarão. Isso põe a pressão no máximo sobre minha cabeça para que eu eleve o nível.
Adoro estar de volta no momento da pressão. Veja, quando eu era mais novo pressão era, "Você pode me dar um hino do rock? Você pode me dar uma música que irá tocar na MTV?" Todas essa pressões se foram agora, então onde eu vou achar tal nível de estresse? Eu tive que criá-lo sozinho.
Coloquemos desse modo: Eu não vou ganhar uma crítica boa do Pitchfork. Eu não vou receber esse tipo de... apoio. Eu preciso descobrir um meio de sustentar meu próprio nível de integridade baseado no meu próprio sistema de autenticidade, e não no de outra pessoa. Porque todos esses sistemas estão quebrados, quer alguém perceba isso ou não. Porque a falta de alto nível na música que vem dos show alternativos está se tornando muito precoce. E a qualquer hora que qualquer artista se torna muito precoce ele se torna precioso sobre si mesmo e então basicamente agoniza e morre. Até que alguém venha atrás e descubra um jeito de fazer isso de um modo mais fácil e divertido. Porque eles estão se tornando muito intelectuais daquele lado da cerca. E quando a música vai pra lá, isso é o pior. Isso é realmente pior que hair metal quando você atinge isto.
Fonte: Whiplash
domingo, 18 de abril de 2010
Holiness: O Metal que vem do Sul
Mas o Metal também tem seu espaço e seu público cativo na região. Basta lembrar de uma das maiores bandas de Metal do país, o Krisiun, e ver as agendas de shows realizados na capital gaúcha. Atualmente quase toda banda de médio e grande porte que vem ao Brasil toca em Porto Alegre.
Do interior do Estado, da cidade de Erechim, vem a banda Holiness. O grupo é formado por Stéphanie Schirmbeck (voz), Cristiano Reis (bateria), Fabrício Reis (guitarra), Luciano Dorneles (guitarra) e Hércules Moreira (baixo). No som apresentado pelo grupo no álbum de estréia, “Beneath the Surface”, é possível encontrar elementos de Metal, Hard e Gothic Metal.
O Holiness é uma banda relativamente nova, com dois anos de carreira. Pra começar você poderia contar como foi o início da banda, como vocês se conheceram e começaram a tocar juntos?
Stéphanie Schirmbeck: O Cris e eu nos conhecemos há 10 anos. Começamos a namorar em 2006, e por termos cada um a sua banda, nas horas vagas gostávamos de compor juntos. Mais tarde chamamos o Fabrício, irmão do Cris e guitarrista, para ajudar nos arranjos na hora de gravar a nossa demo. O Hércules todos conhecíamos, pois ele sempre fez parte da cena musical de Erechim.
A banda foi formada em Erechim, no interior do Rio Grande do Sul. Atualmente a capital gaúcha faz parte da rota da maioria das turnês internacionais de Rock e Metal que desembarcam no Brasil. De algum modo isso ajuda as bandas e a cena do Estado?
Stéphanie: No sentido de fazer com que surjam mais bandas nesse estilo sim! É realmente bom não precisar ir a São Paulo quando se tem um show de rock ou metal, e Porto Alegre realmente abraçou esse desafio. O que falta aqui no Sul é uma estrutura para as bandas que são daqui, e disso sentimos falta.
Atualmente ainda é necessário se mudar para São Paulo, ou talvez o Rio de Janeiro, para ter maior visibilidade e mostrar o trabalho para mais pessoas?
Stéphanie: Exato! Estamos nos mudando pra São Paulo em breve, exatamente por esse motivo! Não tem como fugir disso se você quer realmente levar seu projeto adiante. Ainda mais uma banda de metal.
Vocês lançaram recentemente o álbum de estréia, “Beneath the Surface”, que é um disco relativamente curto, com 40 minutos e 10 faixas, sendo uma introdução instrumental e um cover. Teve músicas que ficaram de fora? Como foi a escolha do repertório?
Stéphanie: Na verdade acho que é uma tendência cada vez maior o lançamento de CDs com repertório menor, pela pirataria e pelos custos de produzir um CD com mais músicas. Na verdade somente colocamos aquelas músicas que achávamos que poderia acrescentar algo ao CD e creio que conseguimos passar nossa mensagem.
Vocês gravaram dois covers: “Uninvited”, da Alanis Morissette, que está no álbum, e “Torn in my Side”, do Eurythmics, que será lançado como bônus no exterior. São artistas que não tem muita relação com o Metal. Isso reflete os gostos pessoais da banda? O que você costuma escutar em casa?
Stéphanie: O cover da Alanis com certeza foi escolhido com muito carinho, pois adoramos ela! Eu comecei a tocar violão aos 16 anos para poder tocar as músicas dela. E os guris da banda também são fãs. Em casa escutamos do pop rock ao metal mais pesado, desde Cranberries até Pantera. Como músicos é nossa obrigação escutar vários estilos.
Ouvindo o CD dá pra perceber que o teclado tem um espaço importante nas músicas do Holiness. Em estúdio esse trabalho foi feito pelo Fabio Laguna, do Hangar. Vocês pretendem agregar um novo integrante como tecladista ou pensam em usar ‘samplers’ nos shows? Porque geralmente a diferença é bem grande entre uma situação e outra.
Stéphanie: Os arranjos já estavam “rabiscados" quando o Laguna os gravou. Ele veio para o Sul e ficou dois dias com a banda trabalhando em cima do que queríamos. Não pretendemos ter um tecladista, pois tantas bandas, inclusive bandas grandes, usam samplers, nos acostumamos já. Nós fizemos algumas adaptações nos arranjos e com certeza não será algo que ficará faltando.
E como estão as negociações para o lançamento do álbum no exterior? Isso já está acertado?
Stéphanie: Não posso falar nada a respeito por enquanto, pois não temos nada acertado.
Com o álbum lançado o próximo passo é a turnê. Vocês já têm shows agendados?
Stéphanie: Já estão aparecendo propostas, só que sabemos que antes de cair na estrada precisamos trabalhar na divulgação da banda, por isso estamos nos mudando pra São Paulo, aí então começaremos os shows, creio que dentro de um mês ou dois.
Quando uma banda nova surge é normal que grupos já conhecidos sejam citados como referência do estilo de som que os novatos fazem. Se vocês tivessem que explicar desse modo como é o som do Holiness, o que diriam? Mas não vale dizer que “nosso som é simplesmente o som do Holiness”...
Stéphanie: Uhm, que difícil. Cada um diz que somos parecidos com uma banda diferente. Mas acho que é uma mistura de metal com hard rock e um pouquinho de gothic metal.
Agradecimentos ou recados?
Stéphanie: Gostaria de fazer um convite a todos, que compareçam aos nossos shows, que serão em breve e agradecer a força que o público do metal está nos dando! (www.myspace.com/officialholiness/).
Fonte: Território da Música, YouTube.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Vocalista do Bíquini Cavadão promete novo álbum para 2010
Em entrevista ao Kboing, Bruno Gouveia comenta sobre os projetos do grupo e fala também sobre a ideia do último projeto “80”, que rendeu o Volume I e II, além de contar como é o processo de composição do Biquíni Cavadão, uma das bandas que representam a atividade autoral brasileira.
Kboing – Vocês lançaram um disco, “80”, que depois rendeu o volume II, uma homenagem ao rock brasileiro? Como surgiu essa ideia?
Bruno Gouveia – Já tínhamos feito um CD de estúdio com essa temática em 2001, chamado “80”. Nós recebemos o convite da Som Livre porque não existia um registro ao vivo deste projeto, que é muito especial, pois o Biquíni é uma banda que compõe muito e esse disco é totalmente não-autoral. Fizeram esse convite, beleza, mas aí falamos ao invés de gravar as mesmas músicas ao vivo, vamos gravar outras. Então, embora a gente tenha até repetido alguns artistas foram músicas completamente diferentes. E essa que á a graça, ter trabalhado o lado interprete da banda e o resultado é muito positivo.
Kboing – Quando o assunto é composição? Como é esse processo para vocês, inspiração...?
Bruno Gouveia – Pois é, tem uma coisa bem interessante: a gente assina tudo coletivamente, embora algumas canções nasçam da cabeça de um e se desenvolva por uma pessoa só, mas é um acordo que a gente teve interno. Na prática têm várias músicas que se tornaram sucessos do Biquíni que são composições minhas, outras foram composições do baterista, outras do guitarrista...um dia é a música de um que faz sucesso, no outro dia é a música de outro que faz sucesso e a gente é muito bem resolvido com isso.
Kboing – E vocês compõem também em parceria?
Bruno Gouveia – Sim. O normal é ter uma ideia que nasce de uma pessoa e essa pessoa conversa com a outra e tal...e vai desenvolvendo...
Kboing – Quais são seus próximos projetos?
Bruno Gouveia – Nós lançamos uma música nova agora, “Acordar para Sempre com Você”, uma parceria com o Lucas Silveira da Fresno, que está sendo tocada em todas as rádios e ao longo do ano iremos gravar as outras músicas para lançar um disco com varias faixas de estúdio.
Kboing – A previsão é de que esse novo trabalho seja lançado neste ano?
Bruno Gouveia – Sim, até o final do ano estará nas lojas.
Kboing – A banda tem um público de faixa etária bem variada, que vai dos fãs que acompanham o trabalho desde o começo da carreira até os jovens que em muitos casos sequer eram nascidos quando a banda foi formada. Como manter o sucesso com um público tão eclético?
Bruno Gouveia – Na verdade as crianças cresceram ouvindo os discos dos pais, eu mesmo por exemplo, cresci ouvindo muito Roberto Carlos, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, que eram as músicas que meus pais gostavam e aquilo serviu como minha formação musical, ouvia muito Maria Bethânia, Gal Costa...o que a gente sente é que existe uma geração que cresceu e se formou musicalmente ouvindo os discos dos pais: Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Biquíni Cavadão, Titãs, Ultraje a Rigor, Engenheiros do Hawaii e muitos outros. Então quando a gente vê essa galera, tocamos essas músicas e mesmo eles não que eles não eram nem nascidos quando o “Tédio” fez sucesso, por exemplo, eles conhecem a música muito bem e sabem de cor e salteado!
Kboing – Do repertório do Biquíni, quais são as músicas que você mais curte tocar?
Bruno Gouveia – As músicas, na verdade são como filhos, você não tem um preferido, mesmo aquela música mais estranha, diferente...é uma música que certamente foi composta e foi gravada por um motivo especial. Lógico que quando a gente tem muitas músicas, os sucessos marcam muito a gente e graças a Deus temos uma coleção bem grande!
Tem vídeos do Biquini abaixo pra você curtir aqui no Planeta Música.
Fonte: Terra e Kboing (da redação, por Tatiana Pires) e Youtube.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Rihanna diz que 'Rated R' é o disco da sua vida
Recheado de hits, Rated R mostra uma Rihanna buscando se encontrar em uma nova sonoridade. "Mas dessa vez queria algo mais artistico, mais sério. Eu me divertia com o álbum anterior, mas agora esta é a minha diversão, pois é o que sou agora, pelo que passei, e é exatamente o que quero fazer, e mudar o som do rádio é uma experiência libertadora", afirmou.
Confira abaixo a entrevista na íntegra.
Definitivamente, foi o começo da minha verdadeira expressão artística, mas este novo álbum é ainda mais profundo, mais pessoal, mais honesto e definitivamente mostra pras pessoas o que realmente passa pela minha cabeça. Ninguém sabe o que estou pensando, então expresso isso na minha música.
O que você espera alcançar com o novo álbum? Há um tema por trás dele? Se sim, qual?
Não há um tema. Eu só queria tanto voltar a gravar, então fomos ao estúdio e começamos a gravá-lo. Ele realmente conta a minha história. Fizemos dele nosso filme e por isso chamamos de Rated R.
Qual foi a inspiração de Rated R?
Como disse, Rated R é o nome do nosso filme que é a minha história e é exatamente o que é.
Tem um duplo sentido. Definitivamente não é um álbum restrito, mas um pouco mais adulto, unicamente porque eu cresci. Meu álbum anterior foi lançado quando eu tinha 19 anos e agora com 21 quero cantar e falar sobre coisas diferentes.
Qual é o conceito desse álbum?
A gente não queria um conceito específico. Eu queria que ele fosse mais sombrio e ainda mais duro e acho que conseguimos isso principalmente no trabalho com Chases & Status, o que formou as bases das novas músicas. Todos tiveram que se acostumar com as novas músicas. Mesmo antes começarmos a trabalhar com outros produtores, tocamos pra eles algumas batidas para dar uma idéia do que seria, para estarmos todos na mesma onda. Tinham muitas músicas que eram dance e soavam como o que fizemos da última vez e não queríamos fazer isso, não queríamos nos repetir.
Russian Roullete nós achamos que é a música perfeita para ser o primeiro single mas Wait Your Turn foi lançada silmutâneamente. As músicas têm mensagens diferentes. Russian Roullete é mais emocional e Wait Your Turn é muito pretensiosa e tem uma atitude mais agressiva.
Que tipo de atenção especial você deu às letras? Você disse querer escrever letras cheias de entretenimento e diversão. Por favor, fale sobre as letras de algumas canções.
Bom, temos 3 músicas lançadas até agora: Russian Roullete, Wait Your Turn e Hard. Hard é a que tem participação de Young Jeezy e foi feita por Dream & Tricky, os mesmos caras que fizeram Umbrella e também trabalhamos com eles em outra música chamada Rock Star, que tem a participação do Slash. Cada um dos três primeiros singles tem mensagens diferentes. Wait Your Turn e Hard estão na mema onda. Enquanto Russian Roullete é muito pessoal, Hard e Wait Your Turn são mais agressivas.
Os produtores convidados do álbum incluem Chases & Status, Chuck Harmony, Justin Timberlake, Ne-Yo, Stargate e The Dream & Tricky Stewart. Fale um pouco mais dos outros produtores.
Trabalhamos com Will.I.Am... Quem mais? Trabalhamos com várias pessoas, mas BK e James Fontlaroy desempenharam papéis de destaque com as gravações. A maior parte esta aí.
Como você escolhe os produtores com quem trabalha?
Quando escolhi Chases & Status, ouvi o som deles e isso me fez querer trabalhar com eles porque sentia que eles entendiam. Os outros produtores foram aparecendo. Alguns com quem já havíamos trabalhado anteriormente com o Ne-Yo, The Dream & Tricky e Justin, mas escolhemos quem realmente estava na mesma onda. Tínhamos um monte de gravações que eram boas, mas não cabiam nas músicas.
O que você esperava alcançar ao fazer este novo álbum?
Eu queria fazer o disco da minha vida. O álbum que sempre quis fazer, dizer o que sempre quis dizer da maneira que eu queria... Eu não queria sentir que estava criando uma música, mas queria que fosse inovador, natural, então fui para o estúdio e criei. Saímos de lá com hits.
Qual é a música mais pessoal e emocional do disco?
A música mais emotiva do disco é, definitivamente, The Last Song que inclusive é a última música do álbum e, é preciso ouvi-la, mas é muito, muito pessoal. Provavelmente a mais pessoal do disco.
Fale sobre as participações do álbum.
Trabalhamos também com Will.I.Am numa música chamada Photographs, que é a minha favorita no momento. Trabalhamos com... Já mencionei Young Jeezy? É, essas foram as 3 participações, somente estas 3.
Conte como foi trabalhar com Slash.
Trabalhar com o Slash aconteceu no último minuto e sou muito grata por ele ter acordado cedo para chegar ao estúdio. Ele foi no começo do dia em que fechamos o álbum então ele teve que ir direto ao assunto e assim o fez. Eu definitivamente fiquei muito animada porque nós todos amamos o Slash e agora ele está no meu álbum.
Você amadureceu muito desde o seu primeiro álbum. Atualmente qual é a sua visão da vida e do amor?
Acho que a vida é cheia de curvas, você passa por experiências positivas e negativas que te ensinam, te preparam para vida e moldam a sua personalidade. Tudo o que você passou, bom ou mal, seja profissional ou amorosamente.
Seu álbum anterior, Good Girl Gone Bad, influenciou muito a música pop atual. Que tipo de influência você espera que o novo álbum tenha sobre a cena musical atual?Eu quero mudar o som do rádio. Generalizando, tudo soava muito parecido como se fosse um grande disco para dançar. E fizemos isso no último álbum. Don't Stop The Music causou isso. Mas dessa vez queria algo mais artistico, mais sério. Eu me divertia com o álbum anterior, mas agora esta é a minha diversão, pois é o que sou agora, pelo que passei, e é exatamente o que quero fazer, e mudar o som do rádio é uma experiência libertadora. Cada música é vulnerável, expande seus sentidos para diferentes climas, diferentes histórias e acima de tudo, estou animada com tudo isso. Realmente estou. Estou feliz que tenhamos feito desta maneira.
Quais são seus planos para o futuro próximo?
Bem, depois do lançamento do disco em novembro, vamos sair em turnê na primavera.